Elétricos

BYD Dolphin vs Geely EX2 Max: os dois elétricos do pódio 100% elétrico de julho

O BYD Dolphin chega à configuração 2026 mantendo uma única versão (chamada de "GS" em boa parte dos catálogos, ainda que o site oficial da BYD só a liste como "Dolphin"), vendida por R$ 149.990 no configurador oficial da marca (byd.com/br). O hatch usa bateria Blade de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 44,9 kWh, motor de 95 cv e 180 Nm de torque, autonomia de 291 km no ciclo Inmetro e acelera de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos, com recarga rápida DC de 30% a 80% em 30 minutos. Do outro lado, a Geely aposta na versão mais equipada do EX2, a Max, vendida por R$ 136.800 segundo o configurador oficial da marca (geelybrasil.com.br) — R$ 13 mil acima da versão Pro, que já foi comparada aqui em matéria anterior com o Dolphin Mini. O EX2 Max usa bateria LFP de 39,4 kWh, motor traseiro de 116 cv e 150 Nm, autonomia de 289 km (Inmetro), acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e recarrega de 30% a 80% em apenas 21 minutos em corrente contínua — além de ganhar sobre a Pro iluminação ambiente de 256 cores, câmera 360°, pacote completo de ADAS (frenagem autônoma, alerta de saída de faixa, piloto automático adaptativo) e ajuste elétrico do banco do motorista. O contexto por trás dessa comparação é inédito na história do mercado automotivo brasileiro: segundo levantamento da Fenabrave e da ABVE, julho de 2026 foi o primeiro mês em que o pódio de carros mais vendidos no varejo — direto para o consumidor final, sem contar frotas, locadoras e aplicativos — foi 100% elétrico. O BYD Dolphin liderou com 5.861 unidades, seguido de perto pelo Geely EX2, com 5.707, e do BYD Dolphin Mini, em terceiro, com 5.537. A reportagem do Terra sobre o ranking geral (que inclui frotas) mostrou uma particularidade rara do EX2: apenas 3,2% de suas vendas foram para frotas, ou seja, 96,8% dos emplacamentos vieram de pessoa física — sinal de que o carro está conquistando o consumidor comum, não só empresas de mobilidade. Já o Canaltech destacou que, pela primeira vez, três elétricos entraram ao mesmo tempo no top 10 geral do país, um marco que consolida a virada chinesa no mercado brasileiro. Na comparação direta, o Dolphin ainda tem vantagem em espaço interno e acabamento — é maior, tem mais autonomia em números absolutos e carrega a reputação de ser o elétrico mais vendido do Brasil. Mas o EX2 Max responde com potência maior, aceleração mais rápida, tração traseira (rara no segmento de entrada) e um pacote de segurança com ADAS completo por quase R$ 13 mil a menos — uma combinação de custo-benefício que ajuda a explicar como um modelo lançado há poucos meses já briga de igual para igual com a BYD no topo do ranking de julho. Nenhum dos dois é exatamente "barato", mas os dois provam que o consumidor brasileiro já não vê o carro elétrico como nicho: ele virou best-seller de verdade. E você, entre o Dolphin e o EX2 Max, qual levaria para casa?

há 2h · Foto: Divulgação/Dolphin